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[Advertência: Este texto desvela importantes elementos argumentais de Evangelion]
Evangelion, magnífico anime produzido pela Gainax, lá pelo agora lonjano 1995, encandilou a todas as pessoas que se atreveram a lhe prestarem uma mísera meia hora das suas vidas para serem testigos de esse drama - religioso - neo - apocalíptico no que se convertiu.
Gainax, seguidores do trabalho de Otomo - outro grande artista japonês que tem influido em autores importantíssimos como Moebius ou Frank Miller - atreveram-se a continuarem a linha de Akira: um filme no que prima o razoamento ilógico, os simbolismos e a presença religiosa por diante do uso da razão.
A história começa quinze anos após uma grande catástrofe que acabou com a vida de duas terças partes da humanidade. O nosso protagonista Shinji, um jovem adolescente com poucas ganhas de viver - um intento de atrair à adolescência nipona - converte-se rapidamente em piloto de uma arma de alto secreto: o evangelion, um robot orgánico de uns 60 metros de alto que guarda um terrível segredo - isso de que a tua mãe aínda viva no interior de um ser enviado por Deus para nos destruir deve de ser, quanto menos, impactante.
Nerv é uma organização dirigida pelo pai de Shinji - Gendou Ikari - que rapidamente se independiza da ONU e monta todo um cristo em Tokyo 3 (a cidade na que se desenvolve toda a série). Na sua estância em Nerv, Shinji conhece a Misato Katsuragi, a única supervivente da expedição Katsuragi, expedição que estava no Polo Norte o mesmo dia do segundo impacto. Também conhece a Rei Ayanami, uma adolescente misteriosa que logo resulta ser a sua mãe, e a Shoryu Suka Langley, a segunda rapaza, outra piloto de evangelion que apesar das primeras impressões que puder dar, é a personagem mais traumatizada da série devido à sua dura infância. A sua mãe, após uma prova com o evangelion 02, fica em estado catatônico e confunde à sua filha com uma boneca.
O certo é que os primeiros treze episódios da série resultam muito normalinhos, mesmo podem resultar mediocres, mas som os últimos capítulos onde descobrimos o crueis que podem ser os japoneses; isso sem falar dos dous finais, tão distintos como o dia e a noite.
Num desses finais, o da série, os personagens convertem-se em símbolos para nos falarem sobre o eu e todas essas coisas supostamente transcendentais que conleva a procura do próprio ser. Nos dois episódios que ocupa, Shinji procura em si mesmo, nos corações dos seus seres queridos, e descobre-se como um ser auto-suficiente sem necessidade de se submeter aos demais, capaz de procurar um futuro para si.
Do outro final, o das películas, não quero dizer nada, sòmente que o recomendo se se quiser ver que se passaria se Katsuhiro Otomo estivesse obsessionado com o derradeiro capítulo do Novo Testamento e empregasse todos os seus conhecimentos religiosos para Akira.
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