1.- Quatro tipos de ataques a sistemas criptográficos
[1] Ataque só com texto criptografado o criptoanalista conhece todos os textos criptografados que se transmitem.
[2] Ataque com texto original conhecido o criptoanalista conhece algumas parelhas texto original - texto criptografado.
[3] Ataque com texto original escolhido o criptoanalista pode obter o texto criptografado de qualquer texto original que introduza.
[4] Ataque com texto criptografado escolhido o criptoanalista pode obter o texto original de qualquer texto criptografado que introduza. 2.- Cinco componentes de um criptosistema
M C K E D
M mensagens a transmitir C mensagens criptografadas K conjunto de chaves a utilizar E conjunto de funções de criptografado, cada uma com a sua chave E = { EK : M D conjunto de funções de descriptografado D = { DK : C ® M }
Cada método de criptografado há de estar definido mediante um algoritmo e uma chave que distingue cada EK de um EK´.
Para uma chave concreta K, interessa-nos que a função DK seja a inversa da função EK (que se possa recuperar a mensagem original): DK(EK(m)) = m " m Î M.3.- Visão geral de um criptosistema |

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É fundamental que as DK sejam fáceis de calcular para que sejam operativas porque se vão usar com muitíssima frequência. Os algoritmos que as implementam hão de ser simples. A seguridade do sistema deve depender do secreto das chaves, e não dos algoritmos de criptografado/descriptografado. 4.- Objectivos de um criptosistema Todo criptosistema deve perseguir a consecução de dous objectivos: seguridade e autenticidade.
§ Def.- Seguridade: incapacidade de um criptoanalista para obter o texto original a partir do texto criptografado que possa ter interceptado.
O objectivo de seguridade exige dous requerimentos:
1º) Desde um ponto de vista computacional, um criptoanalista não pode determinar a transformação do descriptografado DK a partir da mensagem criptografada c ainda conhecendo a mensagem original m.
2º) Desde um ponto de vista computacional, um criptoanalista não pode determinar a mensagem original m sistematicamente a partir da só intercepção da mensagem criptografada c.
Exemplo: o método clássico da substituição monoalfabética não cumpre nenhum destes dous requerimentos.
Actualmente existem dous tipos de criptosistemas segundo a sua utilização e segundo a gerência das funções de criptografado/descriptografado:
I) Criptosistema clássico, convencional, simétrico ou de chave privada.
Consiste em que a chave para as transformações EK e DK é a mesma, ou no seu defeito, uma é muito fácil de deduzir a partir da outra. Cada usuário vai dispor de uma chave para EK, DK particular de modo que nenhum outro usuário pode conhecê-las. A chave é privada.
II) Criptosistema de dobre chave, ou de chave pública [Diffie & Hellman, 1.976]
Neste sistema conhecer EK ou DK não revela nenhuma informação acerca da outra. Polo tanto uma dessas chaves pode ser pública. Vantagens: a chave pública pode estar disponível em qualquer lugar para que qualquer pessoa me possa mandar uma mensagem codificada de jeito que só eu poderei decodificá-la, dado que só eu tenho a chave privada.
Como funciona este método? Está relacionado com o uso de um número múltiplo de dous primos muito grandes. Dependendo do tamanho dos mesmos, a ruptura do código pode ser computacionalmente inabordável.
As bases teóricas da criptografia são a Teoria da Informação (afecta fundamentalmente a todos os sistemas de chave privada), a Teoria de Números (matemática discreta) e a Teoria de Complexidade de Algoritmos. 5.- Métodos criptográficos clássicos
[1]
Consiste em substituir uma letra por outra.
E(m) = (a·m % é "módulo" em C E método de criptografado. m valor numérico associado à letra da mensagem original. a constante que determina a distância entre letras. b constante de desprazamento. n tamanho do alfabeto (no exemplo típico, 26).
Exemplo:
A chave b é 3 e a constante a é 1.
Codificar "ZERO".
Exemplo:
a = 5, b = 15 Þ E(m) = (5·m + 15) % 26
codificar A: #A = 1 Þ E('A') = 20 % 26 = 20 Þ #20 = T
codificar D: #D = 4 Þ E('D') = 35 % 26 = 9 Þ #9 = I
Perguntas típicas:
¾ Que acontez se resulta um número negativo?
Há que calcular a diferença entre esse número e n. Por exemplo, a=1, b=-10, codificar 'A': E('A') = (1 - 10) % 26 = -9 ® é 17.
¾ Valem quaisquera combinações de parámetros a, b, n?
Não. a e n hão de ser primos entre si.
Suponhamos que não é assim, e a = 2 e n é 26 (2 e 26 não são primos entre si). Codificar, com b = 0, as letras 'C' e 'P'.
#C = 3 Þ E('C') = (2·3 + 0) % 26 = 6 ® 'C' codifica-se como 'F'.#P = 16 Þ E('P') = (2·16 + 0) % 26 = 6 ® 'P' codifica-se como 'F'.Não haveria forma de decodificar F já que não se saberia se corresponde a 'C' ou a 'P'.
[2] multialfabetochave PEDRO
alfabetos usados: P q r ... E f g ... D e f ... R s t ... O p q ...
" J.L.Morán, A.Ribagorda & J.Sancho Ed. Templo de Estudios Ramón Areces, 1.994
" Comunicación Digital. Teoría Matemática de la Información" [Cap.9 em adiante]J.Rifâ, U. Huguet Ed. Masson, 1.991
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