Moore sempre é melhor
por Joseph P. Rybandt (Trad. Michelle Lorient) / Setembro'97


Antes desta entrevista, eu estava um pouco nervoso, depois de tudo, trata-se de Alan Moore. Este é o homem que escreveu os Watchmen e mais V For Vendetta, que revitalizou ao Miracleman e Swamp Thing. Demos, o seu trabalho em WildC.A.T.s foi brilhante.


Alan Moore

 

Até hoje mesmo, ele continua a empujar o meio cara adiante com From Hell e Lost Girls, e aqui estou eu falando com ele sobre Supreme? Supreme!? Eu poderia encher páginas desta revista falando do seu outro trabalho, pero Supreme? Meu, não sabia eu que agradável surpresa ia levar!



SUPERMAN contra SUPREME: PRIMEIRO ASSALTO

Desde a conceição do Supreme, ou qualquer outro fazedor do bem já postos, têm-se feito comparações com o Superman. Esta é uma ideia da que Moore não foje:

"Tal como eu o vejo, há um superherói arquetípico que probavelmente esteja construído em torno ao Superman, o tipo grande com a capa basicamente. Suponho que se prentendia que Supreme fosse a versão de Superman em Image, pero bem feito."

Esta noção do Superman era parte do atractivo para pôr algo da vitalidade que tanto necessitava a personagem.

"O próprio Superman parez ter estado perdido durante uma série de anos, não é a personagem que eu recordo. O que fazia à personagem atractiva para mim parez que se borrou numa onda de revisionismo. Dado que eu são alguém que em certo jeito ajudei a trazer a moda do revisionismo nos quadrinhos, tenho que levar parte da culpa por isso. Pero creio que pode ter havido um excesso no caso do Superman original."

Com o Supreme, Moore está procurando no passado o que o Superman representava para ele, pura maravilha e assombro.

"O que passava com o Superman era o incrível rango de imaginação que se punha em jogo com aquela personagem original. Um lote daqueles conceitos que se associavam com Superman, que se quadra semelham antiquados hoje em dia, eram maravilhosos daquela. A ideia da cidade embotelhada de Kandor, Krypto o Supercaõ, Bizarro, tudo aquilo. Estas eram ideias fantásticas, e era aquilo o que me fazia a mim voltar cada mês a Superman, quando tinha dez anos. Queria averiguar mais sobre aquele incrível mundo com todos aqueles fascinantes detalhes."

Saltamos rapidamente a 1996 e aparez Supreme:

"O que decidim fazer era recriar aquele sentido de riqueza, algo que tinha o mesmo rango e esplendor dos mitos originais de Superman."

Moore não está aqui para contar de novo velhas histórias de Superman, senão para começar algo novo:

"Na mitologia original de Superman estava Brainiac, que andava de um lado para o outro encolhendo cidades e conservando-as em botelhas sem finalidade aparente, à parte de algum tipo de obsessão coleccionista. [Com Supreme] temos um vilão chamado Optilux que transforma mundos inteiros numa forma de luz coerente que guarda em prismas. Ele está case numa missão religiosa para transformar toda a matéria e o universo em luz. É reminiscente do conceito de Brainiac, pero há algo distinto nele. Há quiçá mais possibilidade de sentido poético."

 

OS PRIMEIROS DOZE NÚMEROS

Agora mesmo, Alan tem mentes de fazer doze números de Supreme, pero dá a entender que poderia haver mais. Ele também me asegurou que os seguidores de Supreme vam receber uma visão totalmente nova da personagem.

"Estes doze primeiros números serão principalmente um novo relato da história revisada de Supreme. Uma vez os tenhas lido, ti saberás tudo sobre cada aspeito do pasado de Supreme."

 

Em ordem a fazer isto, Alan vai usar uma grande quantidade de flashback para montar a história.

"Em cada um dos números aparez uma história feita ao estilo do período no que estamos pensando. Por exemplo, no meu segundo número, há duas histórias de flashback: um relato ao estilo dos anos 1940 que revisa a origem de Supreme, e uma história do tipo do Superboy dos anos 1960, na que actua um grupo não sem similitude coa primeiriza Legion of SuperHeroes. Assim que tens duas histórias de oito páginas ao mesmo tempo que a história global contida nas 24 páginas, na que actua Supreme hoje em dia. Temos estas histórias de recordos nostálgicos correndo paralelamente. As duas estão interrelacionadas de um jeito que não será evidente até a fim da minha saga de doze números, quando eu começo a encaixar alguns dos feitos."


Em quanto aos próprios doze números, velai uma olhada rápida aos seis primeros procedentes da fantástica e maravilhosa mente de Alan Moore:

 

SUPREME #41

"O meu primeiro número prepara-o tudo e apresenta-nos A Supremacia, que é como Krypton, Asgard e Oa [planeta dos guardiães da Linterna Verde]. Serve essas finalidades"

SUPREME #42

"Visitamos Littlehaven, a pequena cidade onde Supreme medrou nos 1930 como Kid Supreme. Neste número, apresentamos a Liga do Infinito, um grupo de jovens superherois procedentes de distintos períodos de tempo."

SUPREME #43

"Aquí descubrimos que pasou coa Cidadela Suprema, que são os quarteis gerais de Supreme. É uma gigantesca ilha tecnológica envolta numa permanente nube de tormenta. Temos uma aventura na que ele revisita a Cidadela Suprema."

SUPREME #44

"Olhamos os Superhomens Aliados de América, grupo ao que Supreme, junto com Glory e outras poucas personagens de Extreme, pertenciam nos 1940. Eu criei sobre média dúzia de novos membros para o grupo, porque se tens algo como a Sociedade da Justiza, tens que ter arredor de quinze membros."

SUPREME #45

"Tratamos dos anos 50 e o Supremium, que é um estranho mineral branco que tem que ver com tudo o relativo ao conceito de Supreme."

SUPREME #46

"A re-apresentação de Suprema, não é que não fora apresentada antes, mas voltamos a apresentá-la de qualquer jeito. Ela é a Supreme feminina, e será interessante."

 

Creio que não me arrisco ao dizer que tudo isto vai ser bastante interessante e muito divertido. Alan toma o reto de Supreme mui seriamente.

"Trato de ser o mais estricto possível. Nem trazas de paródia. há coisas humorosas aqui dentro, pero quero fazê-lo de jeito sério."

 

A RELAÇÃO DE ALAN COM IMAGE

Ao contrário do que algum de vós possa pensar, o continuado trabalho de Alan com Image não é só pelos quartos. Entanto falo com Alan, o sentido de que ele está fazendo isto pelo bem da indústria prevalez. Alan corrobora esta sensação com as suas próprias palavras:

"Ao menos no futuro previsível, os quadrinhos de superherois probavelmente dominarão o mercado da banda desenhada. Eles serão principalmente para rapazes de arredor de treze anos. Já que a maioria destes garotos querem mais quadrinhos de superherois, isso é o que receberão. Seria melhor, sem embargo, que esses quadrinhos tivessem mais contido, mais encanto. Assim que a pessar de que não afirmo estar numa missão divina nem nada semelhante, se eu posso tentar fazer um trabalho que pretenda reintroduzir os elementos que eu acredito são importantes nos quadrinhos de superherois, ao estilo actual de Image, isso satisfaria-me."

Por suposto, os quartos tampouco fão mal.

"O dinheiro que vem de WildC.A.T.s ou Supreme, vem-me muito bem. É muito útil para ter uma fonte de ingressos que me permite seguir adiante fazendo os projectos que no meu coração apreço mais, como From Hell, Lost Girls, os CDs que estou a fazer, os projectos mais escuros e marginais, que é onde o meu verdadeiro interesse radica.

Aqueles aí fora que ainda estão aguardando que Alan visite novos territórios, além das personagens estabelecidas, pode que ajinha obtenham o seu desejo graças a Homage Comics.

"há conversas sobre a possibilidade de que eu me una a Homage com uma série de autor, possuida por mim. Eu tenho desfrutado muito trabalhando com a gente de WildStorm. Assim como a gente de Extreme me estão tratando bem, quero seguir fazendo coisas para WildStorm. Assim que fazeremos esta coisa de autor, que ainda está em preparação, mas quando esteja próxima a sair, seguro que teremos tempo de falar sobre ela."




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