O japonês actual é um idioma uniforme, resultante de um processo de
ajeitamento de duas realidades em certa medida divergentes: a língua escrita
antiga e a língua falada moderna. Esta esgaçadura causara-a o feito de que
a grafia --influida polo estilo chinês-- evolucionara de jeito distinto à
fala.
A grafia do japonês foi numha origem representada coa ajuda de caracteres chineses, aceitados para umha pronúncia nas ilhas semelhante à da língua continental. Esta grafia chinesa, chamada KANJI foi simplificada em forma de símbolos silábicos; o conjunto de signos silábicos denomina-se KANA. Por causa de que a língua occidental desde a que mais se tem estudado o japonês é o inglês, quando se procede à transcriçom dos símbolos silábicos a caracteres latinos, soi-se usar de referência o alfabeto inglês e a sua pronúncia. Nesta expressom inglesa das parelhas silábicas, divergem do galego a pronúncia dos seguintes caracteres: H (H aspirada); W (semelhante ao U); Z (semelhante aos Ç e Z em Portugal e Brasil); J (como LH); G (sempre como em "guerra"). As vogais lem-se, a grosso modo, igual que em galego.
O idioma japonês é certamente, como é pensamento geralizado, umha linguagem mui complexa tanto na grafia como na gramática. Se desglosamos a escrita, atoparemos os seguintes subconjuntos:
Os HIRAGANA e KATAKANA som dous silabários de 51 sons
singelos de ler e escrever
a verdade está aí fora Nesta frase os símbolos estám ordenados para facilitar a sua leitura a um occidental, horizontalmente e de esquerda à direita. Os dous primeiros caracteres estám em KANJI, de aí a sua aparência mais complicada. O resto, caracteres mais singelos, som HIRAGANA. A frase lê-se em japonês Shinjitsu wa soko ni aru (transcriçom inglesa). Em galego probavelmente transcreveríamos Jinlhitsu ua soco ni aru. Shinjitsu, que significa a verdade, está escrito em KANJI. De cote se di, e nom sem razom, que umha das barreiras mais complicadas que a língua japonesa tem enfrentado na sua história é a do armazenamento e transmisom de informaçom em forma digital. O mundo da Internet, sem ir mais longe, pertence primordialmente ao inglês, mas a verdade é que os que escrevemos em línguas que usam caracteres latinos nom temos muita queija. No país do sol nascente, os silabários HIRAGANA e KATAKANA som simples de expressar informaticamente, pero os caracteres chineses do KANJI representam um grave problema --nom só para os que aprendem japonês-- porque consomem muito espaço de disco e memória, fazendo assim difícil tanto o aspecto de armazenamento como o de representaçom em pantalha. Os caracteres chineses podem-se ler de vários jeitos. As opçons som:
As palavras em japonês acabam sempre em vogal ou em n. Quanto aos barbarismos, os termos estrangeiros conservam-se só se acabam em n. No aspecto morfológico, atopamos dous tipos de palavras.
Quando nom se pode indicar persoa ou número, isto suple-se mediante o vocabulário. A persoa indica-se polo grau de cortesia usado. O determinante precede ao determinado. O verbo, o predicado intervém sempre ao final da frase, por exemplo: sujeito-complemento directo-verbo (Eu som galego) Por último, umha anécdota: como resulta previsível, os emoticonos escrevem-nos ao revés (^: Ja, Mata! (até mais ver!)
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