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L evava tantos séculos guardando a torre que mesmo esquecera o seu próprio nome. A sua sombra eterna criara raizes afundidas na montanha até saborear a água pura do manantial do antigo castelo abandonado. Caminhava a modinho, à mesma velocidade que o sol no alto de um dia de verão. Caminhava entre as milenárias pedras que um dia sábios canteiros tornaram em muros imensos. A mesma pedra chegara co tempo a fazer parte del, de jeito que o seu falar era o de um velho muinho de rio.¾Mestre ¾perguntei-lhe um dia¾ . Que é que aguardas da existência? E coa paciência de quem viu erguer e cair impérios, contestou: ¾Um novo dia. Aguardo chegar a um novo dia. |
