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Elipse n§1
por Kike Benlloch Synapsis vol.II/
Março'99 |
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Elipse tivo múltiples apresentaçons. Apresenta-se umha primeira
vez no encontro de BD de Ourense do ano passado, depois no marco de
umhas jornadas de materiais para a docência, para o ensino em língua
galega, e por último nas III Semanas do Cómic do Forum Metropolitano
de A Corunha, ambas as duas últimas em dezembro do mesmo ano. Na
revista tem relevância o gabinete de normalizaçom
lingüística. É um produto subvencionado pola Xunta.
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Na segunda ocasiom tamém se apresenta o capítulo piloto da série de
animaçom "Os vigilantes do caminho", obra televisiva concebida para o
Xabarín Club da TVG, um episódio de prova ainda nom rematado e que
ainda assim causa umha excelente impressom entre os asistentes. Confiamos
em que dará que falar e que será um éxito na banda televisiva dos mais
pequenos da casa. Trata-se de 13 prometedores capítulos de 25' (com rátios
de 14 imagens estáticas seqüenciadas por segundo de animaçom), cheios de
humor e aventuras, pensados para estrear este ano, num entorno infantil (o
do Xabarín) pero permitindo dobres leituras para tamém prender
numha audiência de mais idade. Prado di que "Os Vigilantes do caminho nom
tem nada que envejar a Men In Black" e sinceramente polo visto penso que
tem razom.
Elipse está plantejada como um magazine de BD galega de cadência
semestral, e Miguelanxo Prado remite-a aos leitores de formaçom "a
partir de bacharelato". Explica que em Elipse coexistem três espaços:
um de criaçom de BD, outro teórico (de ensaio, nom de crítica) e um de
criaçom literária.
Prado sublinha que Elipse nom compite cos produtos comerciais porque se
move nuns parámetros distintos, nom hai intersecçom, e isto é certo, pero
só porque hoje em dia já nom ficam revistas tipo Creepy, Zona 84, Cimoc...
Só está o Víbora (nom me falem dos comics chabacanos de El Jueves, por
favor). Acaso "A porta" de Francisco Bueno nom se poderia publicar no
Víbora? Ou o "F-356" de Portela e Iglesias nom entraria na melhor época de
Cimoc? Por suposto que sim. O autor corunhês insiste em que Elipse nom
pretende liberar às editoriais galegas da sua responsabilidade no campo
comercial. Nisto estou de acordo. Só que para que um produto feito em
Galiza e publicado em Galiza funcione, deve ser feito em espanhol (nas
cidades já ninguém fala galego entre a gente nova, e é de supor que o
nosso idioma terá desaparecido relativamente aginha) e deve ter contidos
comerciais. Superherois, rapazas meio
Prado di que Elipse procura o ponto meio da distância que separa os
comics comerciais e os experimentais. Isto nom é Comics Forum nem o Ojo
Clínico, gente.
Prado insiste tamém em que os materiais que saiam em Elipse devem ter
um equilíbrio entre texto e imagem.
Quanto aos contidos, o melhor da revista é a singeleza e a contudência
do F-356 de Carlos Portela e Fernando Iglesias. A continuaçom, a história
do próprio Prado, totalmente onírica e envolvente. Funciona mui bem. O
conceito da entrega de Fran Bueno nom é nada original, pero os desenhos
som impressionantes, um verdadeiro 10. O pior é a história "os abaladoiros
do alén".
O futuro da BD está num equilíbrio entre o negócio e a Arte, como em
todas as outras manifestaçons artísticas. Elipse nom respeita esse
equilíbrio porque nom pode; ela parte de premisas distintas. Elipse nom é
o futuro da BD galega; o futuro da BD galega jace em que as editoras
(Xerais, Galaxia, ...) deixem a postura de incomensurável ignorância que
têm tido durante todos estes anos. Elipse pode ficar em anécdota do câmbio
de década ou se converter numha saída para os novos talentos que nos saem
nas nossas cidades. Aguardemos e vejamos.
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